domingo, 26 de maio de 2019

Extremismo, qualidade ou defeito?



Tem um ditado que diz: “todo extremo é defeito, as virtudes estão nos meios”. Pensando bem, até que o referido ditado tem uma certa lógica, pois os exageros geralmente não são aconselháveis e poderão nos trazer sérios problemas ou consequências drásticas. Devemos nos manter, pelo menos, na média para que não caiamos em um extremo qualquer, o que poderá nos causar alguns constrangimentos.

Se formos em uma festa ou evento, devemos nos comportar satisfatoriamente para não darmos vexame e não chamarmos ou sermos o centro das atenções. Devemos nos vestir de maneira que estejamos em conformidade com a maioria dos convidados. Por exemplo, se formos trajados socialmente em uma festa junina ou em um churrasco no meio rural ou se trajarmos camiseta e bermuda em uma festa de gala, com toda certeza seremos a “atração” principal e o alvo de todos os comentários após o referido evento...

Quando assumirmos um compromisso para um evento ou mesmo para uma festa qualquer, jamais devemos chegar atrasado ou muito antes da hora marcada. Se chegarmos bem antes, poderemos deixar os anfitriões ou organizadores constrangidos ou nos depararmos com local ainda fechado. Se chegarmos muito tarde, como por exemplo com mais de 10 a15 minutos de atraso será, no mínimo, uma falta de consideração e respeito, não só para com os promotores da festa ou evento, mas principalmente para com os outros convidados ou participantes que chegaram com a devida pontualidade.

Em uma reunião ou mesmo em uma roda de amigos, onde algum assunto está sendo ventilado, poderemos e deveremos emitir nossa opinião, mas sempre respeitando as dos demais. O filósofo e escritor Francês Voltaire, em sua extrema sabedoria e com muita propriedade, disse: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Devemos falar sim, mas sem exagero e sem atropelarmos as falas de outros. Não devemos ser extremamente radicais e nem flexíveis demais. Nossa inteligência não nos dá o direito de acharmos que as demais pessoas são idiotas. Abraham Lincoln disse: “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida”. Devemos deixar que todos possam emitir suas opiniões... Não devemos ser extremamente radicais e nem flexíveis demais.

Em uma entidade qualquer, jamais devemos pleitear cargos e sim trabalharmos para o bom funcionamento da mesma. Assim, com toda certeza, nosso nome será lembrado ou indicado através de nossos próprios méritos e não por uma auto indicação ou imposição. Não devemos ser egoístas ou egocentristas e sim altruístas.

Quando formos convidados para fazer uma palestra ou mesmo uma manifestação qualquer, em uma festa ou evento, deveremos obedecer rigorosamente ao tempo previamente estipulado e não exagerarmos em nosso pronunciamento, deveremos ser o mais sucinto possível. Devemos lembrar sempre que o tempo é para ser usado e não abusado...

Em uma sessão de fotos, devemos participar apenas das que tem alguma coisa a haver conosco ou para as quais formos convidados ou requisitados e jamais oferecermos para sairmos na mesma. Não sejamos “papagaios de pirata”.

Mesmo em uma resenha, em um bar ou restaurante, devemos pagar, no mínimo, por aquilo que consumimos. Se tivermos que sair antes, devemos fazer um balanço momentâneo das despesas, de quanto ficaria para cada participante, caso a mesma fosse encerrada naquele exato momento, pagarmos nossa parte, nunca a menos, de preferência um pouquinho a mais...

Os exageros com no consumo de bebidas alcoólicas por exemplo, são os mais problemáticos e catastróficos. Em quaisquer lugares que estejamos, se a hora e o local permitirem poderemos, sim, fazer o uso da bebida alcoólica, logicamente obedecendo às leis vigentes e sempre com moderação, pois a bebida nos tira o senso do que é ponderável ou aceitável, além do aumento da possibilidade de prejudicarmos ou colocarmos em risco a vida alheia.

Um exagero bem atual que vem acontecendo é o uso do aparelho celular. Um meio de comunicação extremamente útil, porem atrapalha e muito o relacionamento entre as pessoas. Uns chegam até a afirmar que “o celular une os que estão longe e distancia os que estão perto”. Achamos que o mesmo, logicamente, deverá e poderá ser usado, mas sem os exageros e, portanto, dentro de certos limites. Em uma reunião de amigos ou familiares por exemplo, devemos utilizá-lo apenas para recebermos ou fazermos uma ligação de urgência ou emergência e não para postagens ou consultas nas redes sociais. Consideramos uma falta de respeito para com os que estão ao seu redor a má utilização do referido meio de comunicação.

Por mais que sejamos importantes em nosso trabalho ou em uma comunidade, a humildade sempre será a nossa principal qualidade. Sejamos humildes e seremos mais gente...



GERALDO NEVES DOS REIS é Engenheiro Agrônomo, Ex-funcionário do IBC, Aposentado como Fiscal Federal Agropecuário pelo Ministério da Agricultura, Escritor (com dois livros já lançados e um em andamento), atual Secretário da Loja Maçônica Caratinga Livre, Radialista e Diretor da Rádio Vargem Alegre FM e membro da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas (AMLM).


O colesterol





O colesterol é um tipo de gordura encontrada em nosso organismo importante para o seu funcionamento normal. O colesterol é o componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. Nosso corpo usa o colesterol para produzir alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras.

Aproximadamente 70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% são provenientes da dieta. Contudo, ao consumir grandes quantidades de alimentos ricos em gordura, o fígado acaba produzindo mais colesterol do que o normal. Essa produção adicional significa que elas vão de um nível normal de colesterol para um que não é saudável. Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde. (1,2)

O colesterol circula no sangue e, à medida que os níveis de colesterol no sangue aumentam, aumenta também o risco para a saúde. É por isso que é importante ter seu colesterol testado para que você possa conhecer seus níveis. (5)

TIPOS: Por se tratar de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue. Portanto para ser transportado através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos o colesterol precisa de um carregador. Esta função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado: (2,3)

COLESTEROL LDL: O colesterol LDL (Low-density lipoprotein) é conhecido como o mau colesterol, é uma lipoproteína de baixa densidade, ele pode se acumular nas artérias e coronárias podendo levar a formação de placas aterosclerose que dificultam o fluxo sanguíneo para órgãos essenciais como coração e cérebro, aumentando risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Os valores de referência para LDL são:

· Indivíduos com risco baixo: abaixo de 130 mg/dl

· Indivíduos com risco intermediário: abaixo de 100 mg/dl

· Indivíduos com risco alto: abaixo de 70 mg/dl

· Indivíduos com risco muito alto: abaixo de 50 mg/dl

COLESTEROL HDL: O colesterol HDL (High-density lipoprotein) é dito como o bom colesterol, lipoproteína de alta densidade que retira o colesterol das artérias e transporta até o fígado para ser excretado.

Especialistas acreditam que o HDL age como um limpador, levando o colesterol LDL para longe das artérias e de volta para o fígado. Lá é quebrado e passado pelo corpo. Um nível saudável de colesterol HDL pode proteger contra ataques cardíacos e AVCs. O colesterol HDL não elimina completamente o colesterol LDL.

Os valores de referência do HDL são:

· Baixo: menor que 40 mg/dl para homens e mulheres

· Ideal: acima de 40 mg/dl

COLESTEROL VLDL: O colesterol VLDL (Very low-density lipoprotein) são lipoproteínas de muito baixa densidade. Sua principal função é entregar colesterol e triglicérides para os outros tecidos a partir do fígado. Ao serem liberados pelo fígado, as partículas de VLDL sofrem uma série de transformações na corrente sanguínea, liberando triglicérides para serem estocados no tecido adiposo ou utilizado como fonte de energia. A molécula remanescente vai dar origem a lipoproteína seguinte, o LDL.

Os valores de referência do VLDL são:

· Alto: acima de 40 mg/dl

· Baixo: abaixo de 30 mg/dlIdeal: até 30 mg/dl.

COLESTEROL TOTAL: O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL, LDL, VLDL. Porém existem o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta deles.

O valor de referência para colesterol total é:

· Desejável: abaixo de 190 mg/dl.

CAUSAS: A formação de colesterol dependerá da genética, do estilo de vida, prática de atividade física e dieta. Os alimentos ingeridos são de extrema importância, pois 30% do colesterol dependerá da dieta, daí sua importância para o controle dos níveis de LDL e HDL. (4)

FATORES DE RISCO: A maioria das possíveis causas para se desenvolver colesterol alto são atitudes que podemos controlar. Existem apenas alguns fatores de risco para o colesterol elevado que estão fora do nosso alcance.

SEXO E IDADE: Ser mulher na menopausa aumenta o risco de colesterol alto. O hormônio feminino enquanto produzido oferece um efeito protetor sobre o colesterol HDL. Por esta razão, desde a puberdade até a menopausa, as mulheres geralmente têm níveis mais elevados de colesterol HDL "bom" e níveis mais baixos de colesterol LDL "mau" do que os homens. Após a menopausa, as mulheres tendem a ter níveis mais elevados de LDL do que os homens, aumentando as chances de doença coronária.

HISTÓRIA FAMILIAR: Ter uma história familiar de colesterol alto é também um fator de risco. Se o colesterol alto é devido aos genes herdados, uma pessoa pode nascer com níveis elevados de colesterol LDL devendo realizar acompanhamento médico desde a infância.

OBESIDADE: Um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais coloca uma pessoa em maior risco de colesterol alto.

INATIVIDADE FÍSICA: Não fazer exercícios aumenta o risco de colesterol LDL alto.

FUMAR: O tabagismo prejudica as paredes arteriais tornando-as mais suscetíveis ao acúmulo de colesterol LDL. Fumar também pode diminuir o colesterol HDL.

DIABETES: Pessoas com diabetes mellitus são mais suscetíveis a possuírem baixos níveis de colesterol HDL "bom" e níveis elevados de colesterol LDL "mau". Assim como o tabagismo, o açúcar elevado no sangue pode danificar as paredes arteriais.



ALESSANDRO CARVALHO DE SOUSA é Terapeuta Homeopata, CNT 31055/MG, Membro da Loja Maçônica Templários do Oeste, de Divinópolis, MG, Membro Correspondente da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas

domingo, 28 de abril de 2019

O amor!



Fernando Pessoa, nosso querido poeta português, considerado um dos maiores poetas da literatura universal, nos brindou com versos como “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que eu quero dizer-te é que te amo?”

Ah! O amor ... Como nos consome, como nos magoa, mas, também, como nos enobrece, nos alegra ... Ah! Como o amor nos inspira e nos faz felizes!

Amar é tão bom, tão fundamental, que inspirou Pablo Neruda a escrever os versos "Saberás que não te amo e que te amo posto que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem uma metade de frio. Eu te amo para começar a amar-te, para recomeçar o infinito e para não deixar de amar-te nunca: por isso não te amo ainda. Te amo e não te amo como se tivesse em minhas mãos as chaves da fortuna e um incerto destino desafortunado...”.

E este grande poeta castelhano termina o poema com uma estrofe que faz tremer todo coração apaixonado: “... Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo."

Ah! Não tenha vergonha de amar, muito menos de expressar esse sentimento tão nobre. O amor rejuvenesce, melhora a energia, ilumina o semblante, elimina mágoas, faz bem ao corpo e alimenta a alma.

Ame, ame muito. Ame como se fosse morrer hoje, como se não pudesse existir o minuto seguinte para respirar, como se os seus sonhos fossem se dissipar em uma nuvem de algodão... Assim o fazendo, é bem provável que você viva muito e que, em vez de sonhos, a realidade o presenteie com momentos marcantes, eternos.

O amor é o tema central do livro sagrado dos cristãos. Cantado e decantado através das penas de seus autores, ganhou na voz de Renato Russo uma versão que mostra toda a sua importância: “Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”. A Carta de São Paulo, que inspirou essa bela musica, é encerrada com uma afirmativa contundente: “De tudo restam três coisas, a Fé, a Esperança e o Amor. Mas, o mais importante é o Amor”.

Claro, não poderia encerrar este texto, sem citar o poeta inglês, William Shakespeare, o mais influente dramaturgo do mundo: “Duvida da luz dos astros, de que o sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia no meu amor”.

Ame! Ame sem medo, ame sem medida, ame mesmo sem ser correspondido. Se for preciso, chore, reclame, confie, desconfie, reconcilie, mas, jamais desista de viver a emoção que o amor é capaz de proporcionar!

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EUGÊNIO MARIA GOMES é professor e escritor. Membro da ALB- Academia de Letras do Brasil -, da ALTO – Academia de Letras de Teófilo Otoni -, da AMLM – Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas – e presidente da ACL – Academia Caratinguense de Letras do Leste de Minas. É Pró-reitor e professor do Unec, membro da Lions Clube Caratinga Itaúna, do MAC – Movimento Amigos de Caratinga – e da Loja Maçônica Obreiros de Caratinga. Grande Secretário de Educação e Cultura do GOB-MG.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Convite - Solenidade de Premiação do IV Concurso Literário do GOB-MG


O Grande Oriente do Brasil - Minas Gerais, através de sua Grande Secretaria de Educação e Cultura, tem a honra de convidá-lo a participar da solenidade de lançamento do 4º volume da Série Literária "Obreiros em Tempo de Articulação - Literatura do GOB-MG", de autoria de 31 membros da Família Maçônica, residentes nas mais diversas regiões do país, vencedores do IV Concurso Literário do GOB-MG.

Programação:
12h - Almoço de adesão
13h30 - Solenidade de lançamento da obra e premiação dos autores (entrega de placa e diploma),

27 de Abril de 2019.
Local: Sede do GOB-MG
Av. Cristiano Machado, 10169, Bairro Heliópolis - Belo Horizonte - MG



domingo, 14 de abril de 2019

Os 7 cegos e o elefante



No folclore hindu há uma fábula muito famosa, a dos 7 Sábios Cegos e o Elefante, que ao longo dos séculos é utilizada quando desejamos saber o que é a verdade e visão que possuímos de cada fato.

Todos que necessitavam de algum conselho recorriam a estes sábios. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles, que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio.

Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha.

Disse aos companheiros: “- Apesar de nossa cegueira, possuímos o dom de escutar e compreender melhor o que as outras pessoas querem, conhecer a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando, como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora”. O Sétimo Cego foi morar em uma caverna no alto de uma montanha.

No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos não conheciam este animal e correram para a rua ao encontro dele e começaram a tocá-lo.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…

- Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante, é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra…

- Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…

- Vocês estão totalmente alucinados! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…

- Vejam só! – Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.

E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

- É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!

Sensibilizado com aquela situação, o sábio aproximou-se dos amigos e contou-lhes que falavam do mesmo animal. Apenas estavam tocando partes diferentes. Quão surpreso ficou ao perceber que a reação dos amigos não fora nada amistosa. Começaram a xingá-lo acusando-o de soberba por se achar mais sábio do que todos os outros juntos.

- Como sabes que é o mesmo animal se não consegues ver?

O sétimo sábio pensou um pouco e respondeu:

- Esta criança, que não é cega, descreveu-a para mim

- Ora, como sabes que ela não é tão cega quanto nós, uma vez que não enxergas? Vai-te embora pois, antes que nossas iras recaiam sobre ti! E nunca mais apareças aqui novamente.

Diz-se que o sábio retornou para a caverna, triste, mas satisfeito por ter feito sua parte. Notícias correram anos mais tarde informando que os cegos continuaram brigando durante muito tempo, até que uns foram matando os outros. Quando restou apenas um, este foi pisoteado pelo elefante.

Esta maravilhosa fábula descreve como nós lidamos com a verdade, ou as várias verdades, onde os diversos pontos de vista e argumentos devem ser respeitados e o conhecimento amplo pode nos trazer novas descobertas. Guerras e mortes foram causadas pela divergência de visões religiosas e culturais, onde a versão dos vitoriosos passa a ser considerada a “verdadeira".

Atualmente vivemos tempos de intolerância e disputas políticas, acirrando ânimos e dificultando a convivência com as diversas opiniões. Precisamos “baixar a guarda” e aprender a conviver de forma harmônica, mesmo não concordando com os conceitos e ideias políticas, culturais e sociais. É na pluralidade de conhecimento que a sociedade evolui.

Portanto, vamos aprender que amar é mais importante do que discutir sobre a natureza do amor, vamos buscar a tolerância e praticar a humildade. O “conhecer-se a si mesmo” deve ser verdadeiro e o objetivo de todo o homem, pois o conhecimento é libertador. A verdade nos liberta da escuridão, de nossas cegueiras. Finalizo este artigo com a frase de Freud: “Não tenha certeza de nada, porque a sabedoria começa com a dúvida”.

Fonte: Lenda Hindu

ROGÉRIO VAZ DE OLIVEIRA – É Relações Públicas Especialista em Comunicação Pública, Especialista em História da Maçonaria, Maçom integrante da Loja Estrela do Sul 84 – Bagé/RS Membro Correspondente das Academias: Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul e do Leste de Minas. rogeriovazbr@gmail.com


 

quarta-feira, 10 de abril de 2019